segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Chapter 6

Para homens manterem um relacionamento é muito fácil, basta ele não xavecar nenhuma mulher. Dificilmente alguma virá xavecar você, e se vier, você só precisa dizer um simples 'não' que ela já desiste. Já para mulheres é bem mais complicado, ela tem que estar muito apaixonada e ter muita força de vontade para resistir bravamente a diversas insistentes investidas.

E foi assim que Gregório começou a se preocupar a cerca do futuro. No presente, estava tudo ótimo, Lívia ainda estava nos EUA, vivendo sob as rédeas curtas de sua família americana, mas e quando ela voltasse? Se hoje em dia que ela está longe, já é xavecada constantemente através de redes sociais, imagine quando ela estiver de volta. Será que ela conseguirá resistir a todas essas investidas?

A verdade é que Gregório não tem chances, ele não é lá aquele cara que chama a atenção de alguma menina. Se ele não estiver por perto quando ela voltar de vez, ele teme o que possa acontecer, teme que possa perdê-la para sempre para algum carinha da mecânica e então, todo esse tempo que esperou por ela, todos os planos que fez terão sido em vão.

Continua...

Chapter 5

Depois que Lívia foi embora, eles conversavam quase que diariamente e se viam com bastante frequência também. Isso ajudava muito a matar a saudade e nunca faltava assunto. Porém, algumas vezes, Gregório chegou a pensar: será que um dia o assunto vai acabar? Será que algum dia a conversa vai ficar chata? Sempre que pensava, ficava chateado e tentava esquecer aquilo. Não por causa dele, mas achava que um dia, ela iria enjoar de ficar só conversando.

Eles já estavam há 5 meses separados e parecia que esse tempo começava a pesar. Tinham passado apenas 3 meses juntos, já era quase o dobro do tempo. E um dia ele se irritou com a conversa, não sabia bem o motivo, só lembra que se aborreceu e foi meio grosso. Mas no subconsciente, ele fez isso para ver se ela demonstrava que se importava, ele queria um sinal de vida, o que não aconteceu. Ele ainda ficou esperando, mas ela apenas deu um tchau seco e saiu.

Se arrependeu logo depois, mas ela não respondeu mais. Passou uma noite horrível. Ficou chateado, não sabia o que fazer, adormeceu pensando e pedindo para que quando acordasse não desse tanta importância a isso como estava dando naquele momento.


Continua...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Tchau Samuel, até julho.

Olá leitores do "janela", eu sou um novo escritor do blog e esse é o meu primeiro (e talvez ultimo) post. Alguns de vocês me conhecem, os mais próximos obviamente, aos outros que não, muito prazer. Resolvi escrever pra desabafar o que passo em minha vida tão inconstante.

Assim como o dono do blog, eu também nasci em Fortaleza e no mesmo ano, apenas algumas horas depois. Já fui loiro e hoje em dia, sou castanho. Modéstia a parte, sempre fui bonito, palavra de profissionais. Venho acompanhando o Samuel desde sempre, o considero um bom amigo, mas acho que não sou correspondido. Eu preciso de cuidados e ele não é lá muito atencioso, nunca foi. Na verdade, recentemente ele foi bastante até, parece que ele conheceu uma moça e por isso me dava mais atenção.

O problema é que minha vida sempre foi cheia de altos e baixos e muito dependente dele. Bons amigos ficam felizes juntos, porém também ficam tristes juntos. Foi assim em 2008, quando eu falei que ele ia se arrepender e ainda assim ele fez. Brigamos e ele me mandou embora. Passamos natal e reveillon separados porém, fui para a Argentina com ele e a amizade foi voltando aos poucos até recuperar inteiramente. Até presente de lá ele me deu. No final ele se arrependeu e prometeu que nunca mais brigaríamos.

 A promessa durou 3 anos. Ontem brigamos novamente. Temos brigado bastante ultimamente, desde que a moça foi embora, ele não me dá mais atenção. A verdade é que ele desconta todas as frustrações em mim e eu apenas aceito. Nos separamos de novo, não passaremos natal e reveillon juntos de novo, voltarei aos poucos, as coisas vão melhorar e ele vai me querer por perto. Não sumirei para sempre, não posso abandonar um amigo por uma simples briga, não posso.

domingo, 6 de novembro de 2011

"Eu te amo"

Eu pensava que dizer "eu te amo" era fácil. Eu sempre disse essa frase pros meus pais com a maior tranquilidade. Talvez antigamente eu não soubesse o real significado dela ou então porque amar pai e mãe não é igual a amar uma pessoa que não é da família, pai e mãe você conviveu durante toda sua vida, agora amar uma pessoa que você conheceu recentemente é muito diferente, embora o sentimento não seja muito distante.

Outra coisa muito diferente também é dizer e ouvir um "eu te amo". Eu consegui dizer muito mais fácil do que ouvir, quando escutei, a verdade é que deu um baque. Senti alguma coisa meio que inexplicável, alguma coisa que eu não havia sentido antes, já que nunca tinha escutado isso de ninguém, a não ser dos meus pais, mas daí volta pro início do post.

Enfim, essas três palavrinhas separadas não fazem muito sentido, mas quando juntas, elas se tornam lindas e no dia 29/10 me fizeram muito feliz.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Chapter 4

O dia havia chegado, era 02 de julho. Eles tinham passado o dia anterior juntos e acordaram juntos. Ele queria que aquele dia não tivesse chegado, porém o tempo é implacável e aquela foi a manhã mais triste de sua vida. Os 3 meses haviam passado muito rápido e ele sentiu que não tinha aproveitado o quanto queria. Relutou ao acordar, queria continuar ao lado dela, nem que fosse por mais 1 hora apenas.

Não sabia o que dizer, não queria se despedir, não queria dar "até 2012". Ela disse algumas palavras ao sair do quarto, estava emocionada. Para ele, a ficha ainda não tinha caído. Foram até o portão e disseram tchau, deram o último beijo e ele deu um "até a volta". Ficou observando ela se distanciar e ficou sem saber o que fazer.

No dia anterior, ela havia escrito uma carta e pedido que ele só lesse no outro dia. Entrou em casa, pegou a carta e leu. Foi ai então que a ficha caiu. Quis sair de casa, quis ir até a casa dela. Chegou na sua rua e não aguentou. Sentou na calçada e chorou. Era a primeira vez que chorava por causa de uma garota.

Continua...

Chapter 3

Quando fizeram 2 meses de relacionamento, dia 31 de maio, tiveram sua primeira noite de amor. Gregório era 6 anos mais velho que Lívia, talvez por isso, ele ficou tão nervoso. Tirando isso, a noite foi linda e no outro dia ele acordou com a sensação de que, agora, estava interligado para sempre com ela. Algumas outras noites aconteceram, porém nenhuma inesquecível como aquela.

No dia dos namorados, eles combinaram de ir para a cidade dela passar a tarde. Ele achou que essa seria uma grande oportunidade para pedi-la em namoro mas, de novo, achou melhor não, pois temia o futuro. Passaram uma tarde linda juntos, passearam no shopping, tomaram sorvete, trocaram presentes. Era uma situação nova, visto que nenhum dos dois nunca tinham namorado.

Eles tinham mais 1 mês juntos, nessa época a viagem de Lívia já estava bem adiantada, não tinha mais volta, eles só podiam aproveitar seus últimos dias juntos da melhor maneira. Agora se viam e falavam todos os dias, já sentiam saudades e já faziam planos de como seria dali para frente.

Continua...

sábado, 1 de outubro de 2011

Chapter 2

Porém, em um dia de quarta-feira, mais precisamente no 3º encontro, foram almoçar juntos e ela o chamou para conversar. Disse que havia se inscrito em uma faculdade nos Estados Unidos e que provavelmente iria embora no fim do semestre. Ele escutou com atenção e inicialmente não entendeu porque ela estava lhe contando isso, porém ficou pensativo e não quis entrar muito no assunto.

Naquela noite, ele pensou em todas as possibilidades. É bem verdade que ela não tinha dado certeza absoluta, mas ele sentiu que já estava tudo acertado, e ficou triste. Pensou então em desistir dela, em dizer para ela não ir, em continuar e não dizer nada, não sabia o que fazer. Dormiu e decidiu que no outro dia falaria com ela, explicaria tudo o que pensou, porém não fez. Ficou adiando, mas aquele assunto não saia de sua cabeça.

Depois de alguns dias de indecisão, resolveu falar, mas não o que queria. Queria falar que ela não fosse, que ficasse com ele, que não saísse de perto nunca, porém não pôde, ele mesmo não sabia onde estaria no fim do ano e não podia decidir o futuro dela.

Continua...