sábado, 25 de janeiro de 2014

Ah se eu tivesse...

Se eu tivesse uma nova namoradinha loira e de olhos claros, eu escreveria...
Se tivesse começado um novo curso, escreveria...
Se tivesse viajado pra Europa em intercâmbio, escreveria...
Se tivesse participado de um encontro do meu curso, eu também escreveria...
E se tivesse esquiado numa pista artificial na minha cidade, escreveria! (Não tenho notícias do Digãomen)

Como não fiz nada disso, sobre o que eu poderia escrever né?

Diretamente de Fortaleza...

24/03

¿Qué pasa boludos?


Embora esse blog tenha um "quê" de comédia, visto o nome e os primeiros posts, nem tudo aqui é só alegria e palhaçadinha. Embora sejamos engraçadinhos, há horas que devemos falar sério, mesmo isso sendo bem atípico. E é com esse espírito que venho escrever sobre o dia 24 de março.

O que esse dia representa para voce? Teria algum motivo para esse dia ser um feriado nacional? Para mim também nao, mas para os argentinos, essa é uma data muito importante. Nesse 24/03, fez 33 anos do desaparecimento de 30 mil pessoas que lutavam contra a ditadura argentina, que ocorreu entre os anos de 1972 a 1983. Por toda cidade de La Plata se pode ver homenagens a esses jovens que eram, na sua maioria, estudantes.
A ditadura aqui na Argentina foi muito violenta, nao muito diferente que no Brasil. A diferença é que o povo argentino nao se esquece das coisas tao facilmente como os brasileiros e essa é, na minha opiniao, uma das coisas mais interessantes do povo daqui.

Para ilustrar o que foi, mais ou menos, essas desapariçoes, coloco a letra da música Desapariciones da banda Maná que, embora nao seja argentina, mostra muito bem o sofrimento que estes passaram na época da ditadura.

Desapariciones
Que alguien me diga si han visto a mi esposo
preguntaba la Doña
Se llama Ernesto X, tiene cuarenta años
trabaja de celador, en un negocio de carros
llevaba camisa oscura y pantalón claro
Salió anoche y no ha regresado
y no sé ya qué pensar
Pues esto, antes no me había pasado
ooo...
Llevo tres días
buscando a mi hermana
se llama Altagracia
igual que la abuela
salió del trabajo pa' la escuela
llevaba unos jeans y una camisa clara
no ha sido el novio, el tipo está en su casa
no saben de ella en la PSN ni en el hospital
ooo...
Que alguien me diga si han visto a mi hijo
es estudiante de pre-medicina
se llama Agustín y es un buen muchacho
a veces es terco cuando opina
lo han detenido, no sé que fuerza
pantalón claro, camisa a rayas
pasó anteayer
CORO
A dónde van los desaparecidos
busca en el agua y en los matorrales
y por qué es que se desaparecen
por qué no todos somos iguales
y cuándo vuelve el desaparecido
cada vez que lo trae el pensamiento
cómo se le habla al desaparecido
con la emoción apretando por dentro
oh...
Clara, Clara, Clara Quiñones se llama mi madre
ella es, ella es un alma de Dios
no se mete con nadie
Y se la han llevado de testigo
por un asunto que es nada más conmigo
y fui a entregarme hoy por la tarde
y ahora dicen que no saben quién se la llevó
del cuartel
Anoche escuche varias explociones
patún pata patún pete
tiro de escopeta y de revolver
carros acelerados freno gritos
eco de botas en la calle
toque de puertas por dioses platos rotos
estaban dando la telenovela
por eso nadie miró pa' fuera

Agora voces já sabem. Quando tiver aquela argentina bonitinha, com seu sotaque maravilhoso, numa festa cover de Los Hermanos, ao invés de ir até lá e esbarrar nela, voce pode chegar e falar sobre a ditadura e o 24/03.
Directamente de La Plata.

Piloto.

Assim como nas séries de tv, nosso blog terá seu episódio piloto. É nesse episódio que se dá a primeira apresentação dos personagens e que conta mais ou menos o enredo da história que virá. Através dele, começa a surgir os relatos de pessoas que gostaram ou não da idéia.

Esse primeiro post se faz necessário, visto que esse projeto está sendo desenvolvido desde o fim do ano passado e até agora, com todo esse tempo livre de férias, ninguém decidiu escrever uma linha sequer. O que será de nós em época de aula então? Responda você, leitor, isso se houver algum nesse momento, além de nós, participantes.

Pretendo então nesse "post piloto" apresentar-nos. Será uma breve apresentação, apenas para que os outros participantes tenham vontade de escrever e também para não cansar os leitores(??) já de cara.

Somos em 5 no momento. Todos somos ou éramos estudantes de diferentes cursos na Unicamp. Somos de diferentes estados do Brasil, alguns do nordeste, outros do sudeste, mas todos brasileiros com muito orgulho. Para mais informações pessoais, ver perfil de cada participante no menu "Colaboradores" aqui ao lado.

Sobre o blog, ele veio da idéia, pelo menos da minha parte, de nos mantermos unidos, visto que a medida que avançamos, cada um de nós tende a seguir um caminho diferente. Esse será um meio de discutirmos opiniões e histórias. Outros colaboradores, sintam-se a vontade para dar o motivo de sua participação no Caras de Cool.

Me mantenham informados...

Recuperando os Caras de Cool

Apenas para não perder textos antigos, as próximas postagens virão do findado grupo Caras de Cool. Tenho muita saudade desse tempo e é bom manter os textos para relembrar daquela época.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sr. Coelho

Estava procurando apartamento para comprar. Um amigo do trabalho, Sr. Coelho, senhor de 60 anos, aposentado, contratado pela empresa por conhecer bastante de um software usado pela companhia, me diz que conhece um que está para vender perto de onde trabalhamos. Me explica que é um apartamento um pouco velho, mas que é perto do serviço e que está bem em conta pois o antigo morador está com pressa para se mudar.

Combinamos que na sexta depois do expediente iríamos lá para conhecer. Chegando lá, Sr. Coelho já estava a minha espera. Disse que o morador teve que sair, mas deixou as chaves com ele e que poderíamos ver tranquilos. O apartamento era realmente antigo, mobílias com estilo conservador, 2 salas, uma de tv com sofá preto e uma sala de estar com um relógio de chão, que tocava a cada 15 minutos um gongo ensurdecedor.

Ele me convida a sentar na sala de tv enquanto discutimos os valores. Começo a desconfiar que o apartamento era dele e então, sem tempo para reação, ele me golpeia. Caio deitado no sofá meio desacordado e toda vez que tento levantar ele me bate nas costas. Não era murro ou pancada, estava mais para um beliscão na parte esquerda próximo às nádegas. Ele, concomitantemente, conversa no telefone palavras indecifráveis. Fico assim durante algumas horas, tentando vencê-lo, porém a cada beliscão me sinto mais fraco e desacordado.

Apago totalmente. Não sei quanto tempo se passou até meu despertar. Ainda estou deitado, porém estou na sala do relógio demoníaco. Tento me mexer, não consigo. Tento levantar a perna e nada, até que em um esforço fora do normal, consigo ficar de pé. Sr. Coelho está na outra sala, ainda no telefone. Interrompe a ligação e pergunta: "E então, quantos dessas porra?" Não entendo e quando vou contestá-lo, olho para trás e saem 12 gatos recém-nascidos do sofá onde estava desacordado.

Acordo travado, na vida real...

terça-feira, 5 de junho de 2012

What if?

E se eu tivesse prestado Direito?
E se eu tivesse estudado na UFC ao invés da UNICAMP?
E se eu tivesse tentado ITA uma terceira vez?
E se eu não tivesse saído da CasaVerde pra morar na Tipo1Bar?
E se eu tivesse feito intercâmbio na França e não na Argentina?
E se eu não tivesse saído da Astra pra trabalhar na UNICAMP?
E se eu não tivesse saído da UNICAMP pra terminar o curso em 6 anos?
E se eu tivesse escolhido trabalhar na Posco ao invés da Celesc?

Nunca saberei...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Distância

Amar é pensar na pessoa tanto nas horas boas, quanto nas ruins.
É lembrar daquele sorriso, quando está triste, e tudo se tornar melhor.
É não ligar para o passado, pois a vontade de estar junto é muito maior que qualquer relacionamento antigo.
É perdoar os erros cometidos em outras épocas e apenas lembrar das coisas lindas que passaram juntos.
É adormecer e acordar pensando e, as vezes, até sonhar com a pessoa amada.
É se alegrar com pequenos gestos, cartas ou mensagens.
É ficar bobo ao escutar palavras de carinho ou um "eu te amo" inesperado.

Amar é ficar 1 ano sem ver uma pessoa e, ainda assim, ter a certeza de que ela é a mulher da sua vida.