quinta-feira, 3 de maio de 2018

Pessoas que evaporam

Quem é a pessoa que fritou minhas onions rings, que eu pedi pra trocar por mais 5 bolivianos, nessa noite de domingo?

Quem era o congolês que estava atrás da recepção do “hotel”, que não entendia meu castellano aprendido em 2009?

E os 4 ingleses que atravessaram o deserto a bordo de um 4x4 e que, após chegar ao destino final, dei um tchau envergonhado do meu ingles?

Hoje passei um bom tempo na Plaza San Francisco em La Paz, onde estava havendo uma apresentação de comédia, com danças e muitas risadas de quem tava assistindo. Era muito semelhante ás várias que já assisti, seja na Av. Paulista, seja na Beira Mar de Fortaleza. Porém me passou algo estranho.

Eu estava sozinho. Embora não tenha sido minha primeira viagem sozinho, não havia nenhum estrangeiro, pelo menos não no meu campo de visão. Eu estava imerso na cultura local, eu e mais uma infinidade de bolivianos, que mesmo com todas as dificuldades que imaginamos que existam, se divertiam com um simples show de comédia gratuito.

Desculpe, não era de graça. Ao final do show, o comediante pediu aquela contribuição tradicional de apresentações “gratuitas”.

Nunca mais verei o comediante, ele era engraçado. Nem os ingleses, nem o recepcionista. NUNCA. 7 pessoas que passaram pela minha vida, durante 15 dias, e que evaporaram.

Elas estão no MUNDO, mas num mundo alheio ao meu.

Direcctamente de La Paz.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Curtinhas 1

Há dois meses atrás, na cidade de Aracati, interior do Ceará, foi levado às pressas ao hospital da cidade uma mãe em pleno trabalho de parto.
Depois de algumas horas e muita gritaria, nasceu uma menina. Após a palmadinha do médico no bumbum, a criança foi dada à enfermeira que notou algo de muito estranho. A menina tinha nascido com a mão direita fechada, além disso, ela tinha uma deformação no rosto, tornando-a a criança mais feia já nascida na cidade. Tentaram de todo jeito abrir a mão da menina, todas sem sucesso.
A junta médica do hospital se reuniu para discutir como iriam resolver o problema da mão da menina. Analisaram todos os procedimentos possíveis e decidiram pela cirurgia. Eles aproveitariam e  fariam uma reconstrução no rosto dela.
Por ser um bêbê muito novo, a cirurgia foi complicadíssima. Demorou horas e nada de conseguir abrir a mão dela, até que a criança não resistiu.
Com a menina morta, todo seu corpo ficou duro e, como por mágica, sua mão abriu. Nela estava escrito, com uma espécie de pele ressecada, bem legível:

O Digão é gay!

E que chuva que deu!

Complete...

Estava jogado no chão.  Mesmo tendo som alto nos seus ouvidos ele não tinha nenhuma vontade de se levantar. Estava bem ali, dormindo tranquilo, sem preocupação nenhuma.
Tinha cansado de procurar a menina que trabalhava com ele e decidiu se sentar um pouco. Foi então que caiu no sono.
De repente escuta uma voz feminina e se desperta:

-Oi, tá tudo bem?
-Tá sim. Estou só descansando um pouco.
-Ah. É que eu te vi aqui e parece que você não está muito bem não.
-É que eu não acho meus amigos e perdi meu celular.
-Quer procurar eles? Eu vou com você.
-Me ajuda a levantar...

Sairam os dois no meio da multidão a procura de coisas impossíveis de achar. Ele não tinha certeza se seus amigos estavam realmente nessa festa, não lembrava como havia chegado lá e muito menos se tinha levado o celular ou tinha deixado em casa. Mas nada importava, estava do lado de um anjinho que iria ajudá-lo.
Passaram 1 hora andando e perguntando para cada segurança e organizador da festa se algum deles havia encontrado um celular, olhando para o rosto de cada pessoa para saber se era algum de seus amigos. E nada.
Desistiram.
Voltaram ao lugar do primeiro encontro e se sentaram. Um pouco ao lado, é verdade, o lugar inicial estava um pouco sujo.


(...)

Ah se eu tivesse...

Se eu tivesse uma nova namoradinha loira e de olhos claros, eu escreveria...
Se tivesse começado um novo curso, escreveria...
Se tivesse viajado pra Europa em intercâmbio, escreveria...
Se tivesse participado de um encontro do meu curso, eu também escreveria...
E se tivesse esquiado numa pista artificial na minha cidade, escreveria! (Não tenho notícias do Digãomen)

Como não fiz nada disso, sobre o que eu poderia escrever né?

Diretamente de Fortaleza...

24/03

¿Qué pasa boludos?


Embora esse blog tenha um "quê" de comédia, visto o nome e os primeiros posts, nem tudo aqui é só alegria e palhaçadinha. Embora sejamos engraçadinhos, há horas que devemos falar sério, mesmo isso sendo bem atípico. E é com esse espírito que venho escrever sobre o dia 24 de março.

O que esse dia representa para voce? Teria algum motivo para esse dia ser um feriado nacional? Para mim também nao, mas para os argentinos, essa é uma data muito importante. Nesse 24/03, fez 33 anos do desaparecimento de 30 mil pessoas que lutavam contra a ditadura argentina, que ocorreu entre os anos de 1972 a 1983. Por toda cidade de La Plata se pode ver homenagens a esses jovens que eram, na sua maioria, estudantes.
A ditadura aqui na Argentina foi muito violenta, nao muito diferente que no Brasil. A diferença é que o povo argentino nao se esquece das coisas tao facilmente como os brasileiros e essa é, na minha opiniao, uma das coisas mais interessantes do povo daqui.

Para ilustrar o que foi, mais ou menos, essas desapariçoes, coloco a letra da música Desapariciones da banda Maná que, embora nao seja argentina, mostra muito bem o sofrimento que estes passaram na época da ditadura.

Desapariciones
Que alguien me diga si han visto a mi esposo
preguntaba la Doña
Se llama Ernesto X, tiene cuarenta años
trabaja de celador, en un negocio de carros
llevaba camisa oscura y pantalón claro
Salió anoche y no ha regresado
y no sé ya qué pensar
Pues esto, antes no me había pasado
ooo...
Llevo tres días
buscando a mi hermana
se llama Altagracia
igual que la abuela
salió del trabajo pa' la escuela
llevaba unos jeans y una camisa clara
no ha sido el novio, el tipo está en su casa
no saben de ella en la PSN ni en el hospital
ooo...
Que alguien me diga si han visto a mi hijo
es estudiante de pre-medicina
se llama Agustín y es un buen muchacho
a veces es terco cuando opina
lo han detenido, no sé que fuerza
pantalón claro, camisa a rayas
pasó anteayer
CORO
A dónde van los desaparecidos
busca en el agua y en los matorrales
y por qué es que se desaparecen
por qué no todos somos iguales
y cuándo vuelve el desaparecido
cada vez que lo trae el pensamiento
cómo se le habla al desaparecido
con la emoción apretando por dentro
oh...
Clara, Clara, Clara Quiñones se llama mi madre
ella es, ella es un alma de Dios
no se mete con nadie
Y se la han llevado de testigo
por un asunto que es nada más conmigo
y fui a entregarme hoy por la tarde
y ahora dicen que no saben quién se la llevó
del cuartel
Anoche escuche varias explociones
patún pata patún pete
tiro de escopeta y de revolver
carros acelerados freno gritos
eco de botas en la calle
toque de puertas por dioses platos rotos
estaban dando la telenovela
por eso nadie miró pa' fuera

Agora voces já sabem. Quando tiver aquela argentina bonitinha, com seu sotaque maravilhoso, numa festa cover de Los Hermanos, ao invés de ir até lá e esbarrar nela, voce pode chegar e falar sobre a ditadura e o 24/03.
Directamente de La Plata.

Piloto.

Assim como nas séries de tv, nosso blog terá seu episódio piloto. É nesse episódio que se dá a primeira apresentação dos personagens e que conta mais ou menos o enredo da história que virá. Através dele, começa a surgir os relatos de pessoas que gostaram ou não da idéia.

Esse primeiro post se faz necessário, visto que esse projeto está sendo desenvolvido desde o fim do ano passado e até agora, com todo esse tempo livre de férias, ninguém decidiu escrever uma linha sequer. O que será de nós em época de aula então? Responda você, leitor, isso se houver algum nesse momento, além de nós, participantes.

Pretendo então nesse "post piloto" apresentar-nos. Será uma breve apresentação, apenas para que os outros participantes tenham vontade de escrever e também para não cansar os leitores(??) já de cara.

Somos em 5 no momento. Todos somos ou éramos estudantes de diferentes cursos na Unicamp. Somos de diferentes estados do Brasil, alguns do nordeste, outros do sudeste, mas todos brasileiros com muito orgulho. Para mais informações pessoais, ver perfil de cada participante no menu "Colaboradores" aqui ao lado.

Sobre o blog, ele veio da idéia, pelo menos da minha parte, de nos mantermos unidos, visto que a medida que avançamos, cada um de nós tende a seguir um caminho diferente. Esse será um meio de discutirmos opiniões e histórias. Outros colaboradores, sintam-se a vontade para dar o motivo de sua participação no Caras de Cool.

Me mantenham informados...

Recuperando os Caras de Cool

Apenas para não perder textos antigos, as próximas postagens virão do findado grupo Caras de Cool. Tenho muita saudade desse tempo e é bom manter os textos para relembrar daquela época.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sr. Coelho

Estava procurando apartamento para comprar. Um amigo do trabalho, Sr. Coelho, senhor de 60 anos, aposentado, contratado pela empresa por conhecer bastante de um software usado pela companhia, me diz que conhece um que está para vender perto de onde trabalhamos. Me explica que é um apartamento um pouco velho, mas que é perto do serviço e que está bem em conta pois o antigo morador está com pressa para se mudar.

Combinamos que na sexta depois do expediente iríamos lá para conhecer. Chegando lá, Sr. Coelho já estava a minha espera. Disse que o morador teve que sair, mas deixou as chaves com ele e que poderíamos ver tranquilos. O apartamento era realmente antigo, mobílias com estilo conservador, 2 salas, uma de tv com sofá preto e uma sala de estar com um relógio de chão, que tocava a cada 15 minutos um gongo ensurdecedor.

Ele me convida a sentar na sala de tv enquanto discutimos os valores. Começo a desconfiar que o apartamento era dele e então, sem tempo para reação, ele me golpeia. Caio deitado no sofá meio desacordado e toda vez que tento levantar ele me bate nas costas. Não era murro ou pancada, estava mais para um beliscão na parte esquerda próximo às nádegas. Ele, concomitantemente, conversa no telefone palavras indecifráveis. Fico assim durante algumas horas, tentando vencê-lo, porém a cada beliscão me sinto mais fraco e desacordado.

Apago totalmente. Não sei quanto tempo se passou até meu despertar. Ainda estou deitado, porém estou na sala do relógio demoníaco. Tento me mexer, não consigo. Tento levantar a perna e nada, até que em um esforço fora do normal, consigo ficar de pé. Sr. Coelho está na outra sala, ainda no telefone. Interrompe a ligação e pergunta: "E então, quantos dessas porra?" Não entendo e quando vou contestá-lo, olho para trás e saem 12 gatos recém-nascidos do sofá onde estava desacordado.

Acordo travado, na vida real...

terça-feira, 5 de junho de 2012

What if?

E se eu tivesse prestado Direito?
E se eu tivesse estudado na UFC ao invés da UNICAMP?
E se eu tivesse tentado ITA uma terceira vez?
E se eu não tivesse saído da CasaVerde pra morar na Tipo1Bar?
E se eu tivesse feito intercâmbio na França e não na Argentina?
E se eu não tivesse saído da Astra pra trabalhar na UNICAMP?
E se eu não tivesse saído da UNICAMP pra terminar o curso em 6 anos?
E se eu tivesse escolhido trabalhar na Posco ao invés da Celesc?

Nunca saberei...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Distância

Amar é pensar na pessoa tanto nas horas boas, quanto nas ruins.
É lembrar daquele sorriso, quando está triste, e tudo se tornar melhor.
É não ligar para o passado, pois a vontade de estar junto é muito maior que qualquer relacionamento antigo.
É perdoar os erros cometidos em outras épocas e apenas lembrar das coisas lindas que passaram juntos.
É adormecer e acordar pensando e, as vezes, até sonhar com a pessoa amada.
É se alegrar com pequenos gestos, cartas ou mensagens.
É ficar bobo ao escutar palavras de carinho ou um "eu te amo" inesperado.

Amar é ficar 1 ano sem ver uma pessoa e, ainda assim, ter a certeza de que ela é a mulher da sua vida.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Chapter 6

Para homens manterem um relacionamento é muito fácil, basta ele não xavecar nenhuma mulher. Dificilmente alguma virá xavecar você, e se vier, você só precisa dizer um simples 'não' que ela já desiste. Já para mulheres é bem mais complicado, ela tem que estar muito apaixonada e ter muita força de vontade para resistir bravamente a diversas insistentes investidas.

E foi assim que Gregório começou a se preocupar a cerca do futuro. No presente, estava tudo ótimo, Lívia ainda estava nos EUA, vivendo sob as rédeas curtas de sua família americana, mas e quando ela voltasse? Se hoje em dia que ela está longe, já é xavecada constantemente através de redes sociais, imagine quando ela estiver de volta. Será que ela conseguirá resistir a todas essas investidas?

A verdade é que Gregório não tem chances, ele não é lá aquele cara que chama a atenção de alguma menina. Se ele não estiver por perto quando ela voltar de vez, ele teme o que possa acontecer, teme que possa perdê-la para sempre para algum carinha da mecânica e então, todo esse tempo que esperou por ela, todos os planos que fez terão sido em vão.

Continua...

Chapter 5

Depois que Lívia foi embora, eles conversavam quase que diariamente e se viam com bastante frequência também. Isso ajudava muito a matar a saudade e nunca faltava assunto. Porém, algumas vezes, Gregório chegou a pensar: será que um dia o assunto vai acabar? Será que algum dia a conversa vai ficar chata? Sempre que pensava, ficava chateado e tentava esquecer aquilo. Não por causa dele, mas achava que um dia, ela iria enjoar de ficar só conversando.

Eles já estavam há 5 meses separados e parecia que esse tempo começava a pesar. Tinham passado apenas 3 meses juntos, já era quase o dobro do tempo. E um dia ele se irritou com a conversa, não sabia bem o motivo, só lembra que se aborreceu e foi meio grosso. Mas no subconsciente, ele fez isso para ver se ela demonstrava que se importava, ele queria um sinal de vida, o que não aconteceu. Ele ainda ficou esperando, mas ela apenas deu um tchau seco e saiu.

Se arrependeu logo depois, mas ela não respondeu mais. Passou uma noite horrível. Ficou chateado, não sabia o que fazer, adormeceu pensando e pedindo para que quando acordasse não desse tanta importância a isso como estava dando naquele momento.


Continua...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Tchau Samuel, até julho.

Olá leitores do "janela", eu sou um novo escritor do blog e esse é o meu primeiro (e talvez ultimo) post. Alguns de vocês me conhecem, os mais próximos obviamente, aos outros que não, muito prazer. Resolvi escrever pra desabafar o que passo em minha vida tão inconstante.

Assim como o dono do blog, eu também nasci em Fortaleza e no mesmo ano, apenas algumas horas depois. Já fui loiro e hoje em dia, sou castanho. Modéstia a parte, sempre fui bonito, palavra de profissionais. Venho acompanhando o Samuel desde sempre, o considero um bom amigo, mas acho que não sou correspondido. Eu preciso de cuidados e ele não é lá muito atencioso, nunca foi. Na verdade, recentemente ele foi bastante até, parece que ele conheceu uma moça e por isso me dava mais atenção.

O problema é que minha vida sempre foi cheia de altos e baixos e muito dependente dele. Bons amigos ficam felizes juntos, porém também ficam tristes juntos. Foi assim em 2008, quando eu falei que ele ia se arrepender e ainda assim ele fez. Brigamos e ele me mandou embora. Passamos natal e reveillon separados porém, fui para a Argentina com ele e a amizade foi voltando aos poucos até recuperar inteiramente. Até presente de lá ele me deu. No final ele se arrependeu e prometeu que nunca mais brigaríamos.

 A promessa durou 3 anos. Ontem brigamos novamente. Temos brigado bastante ultimamente, desde que a moça foi embora, ele não me dá mais atenção. A verdade é que ele desconta todas as frustrações em mim e eu apenas aceito. Nos separamos de novo, não passaremos natal e reveillon juntos de novo, voltarei aos poucos, as coisas vão melhorar e ele vai me querer por perto. Não sumirei para sempre, não posso abandonar um amigo por uma simples briga, não posso.

domingo, 6 de novembro de 2011

"Eu te amo"

Eu pensava que dizer "eu te amo" era fácil. Eu sempre disse essa frase pros meus pais com a maior tranquilidade. Talvez antigamente eu não soubesse o real significado dela ou então porque amar pai e mãe não é igual a amar uma pessoa que não é da família, pai e mãe você conviveu durante toda sua vida, agora amar uma pessoa que você conheceu recentemente é muito diferente, embora o sentimento não seja muito distante.

Outra coisa muito diferente também é dizer e ouvir um "eu te amo". Eu consegui dizer muito mais fácil do que ouvir, quando escutei, a verdade é que deu um baque. Senti alguma coisa meio que inexplicável, alguma coisa que eu não havia sentido antes, já que nunca tinha escutado isso de ninguém, a não ser dos meus pais, mas daí volta pro início do post.

Enfim, essas três palavrinhas separadas não fazem muito sentido, mas quando juntas, elas se tornam lindas e no dia 29/10 me fizeram muito feliz.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Chapter 4

O dia havia chegado, era 02 de julho. Eles tinham passado o dia anterior juntos e acordaram juntos. Ele queria que aquele dia não tivesse chegado, porém o tempo é implacável e aquela foi a manhã mais triste de sua vida. Os 3 meses haviam passado muito rápido e ele sentiu que não tinha aproveitado o quanto queria. Relutou ao acordar, queria continuar ao lado dela, nem que fosse por mais 1 hora apenas.

Não sabia o que dizer, não queria se despedir, não queria dar "até 2012". Ela disse algumas palavras ao sair do quarto, estava emocionada. Para ele, a ficha ainda não tinha caído. Foram até o portão e disseram tchau, deram o último beijo e ele deu um "até a volta". Ficou observando ela se distanciar e ficou sem saber o que fazer.

No dia anterior, ela havia escrito uma carta e pedido que ele só lesse no outro dia. Entrou em casa, pegou a carta e leu. Foi ai então que a ficha caiu. Quis sair de casa, quis ir até a casa dela. Chegou na sua rua e não aguentou. Sentou na calçada e chorou. Era a primeira vez que chorava por causa de uma garota.

Continua...

Chapter 3

Quando fizeram 2 meses de relacionamento, dia 31 de maio, tiveram sua primeira noite de amor. Gregório era 6 anos mais velho que Lívia, talvez por isso, ele ficou tão nervoso. Tirando isso, a noite foi linda e no outro dia ele acordou com a sensação de que, agora, estava interligado para sempre com ela. Algumas outras noites aconteceram, porém nenhuma inesquecível como aquela.

No dia dos namorados, eles combinaram de ir para a cidade dela passar a tarde. Ele achou que essa seria uma grande oportunidade para pedi-la em namoro mas, de novo, achou melhor não, pois temia o futuro. Passaram uma tarde linda juntos, passearam no shopping, tomaram sorvete, trocaram presentes. Era uma situação nova, visto que nenhum dos dois nunca tinham namorado.

Eles tinham mais 1 mês juntos, nessa época a viagem de Lívia já estava bem adiantada, não tinha mais volta, eles só podiam aproveitar seus últimos dias juntos da melhor maneira. Agora se viam e falavam todos os dias, já sentiam saudades e já faziam planos de como seria dali para frente.

Continua...

sábado, 1 de outubro de 2011

Chapter 2

Porém, em um dia de quarta-feira, mais precisamente no 3º encontro, foram almoçar juntos e ela o chamou para conversar. Disse que havia se inscrito em uma faculdade nos Estados Unidos e que provavelmente iria embora no fim do semestre. Ele escutou com atenção e inicialmente não entendeu porque ela estava lhe contando isso, porém ficou pensativo e não quis entrar muito no assunto.

Naquela noite, ele pensou em todas as possibilidades. É bem verdade que ela não tinha dado certeza absoluta, mas ele sentiu que já estava tudo acertado, e ficou triste. Pensou então em desistir dela, em dizer para ela não ir, em continuar e não dizer nada, não sabia o que fazer. Dormiu e decidiu que no outro dia falaria com ela, explicaria tudo o que pensou, porém não fez. Ficou adiando, mas aquele assunto não saia de sua cabeça.

Depois de alguns dias de indecisão, resolveu falar, mas não o que queria. Queria falar que ela não fosse, que ficasse com ele, que não saísse de perto nunca, porém não pôde, ele mesmo não sabia onde estaria no fim do ano e não podia decidir o futuro dela.

Continua...

sábado, 24 de setembro de 2011

Chapter 1

Em uma festa de faculdade, um rapaz chamado Gregório, conheceu uma moça chamada Lívia. Eles não sabiam, mas aquela noite, na qual, provavelmente nenhum dos dois se recordariam na manhã seguinte, seria a mais importante de suas vidas.

No dia posterior, Gregório acordou com uma ressaca horrível, como usualmente acontecia nas manhãs de sexta-feira. Olhou o celular para ver que horas eram e viu uma mensagem nova, o que o fez recordar da festa e daqueles lindos olhos puxados.

Depois de tomar um remédio para dor de cabeça, a primeira coisa que pensou foi em como achar aquela menina. Tinha sentido alguma coisa especial em relação a ela, mas ainda não sabia o que era, queria descobrir.

E como em toda história de amor, as coisas convergiram para isso, eles conseguiram manter contato e começaram a sair juntos. Ele apresentou seus amigos a ela e conheceu suas amigas, se encontravam nos intervalos das aulas, trocavam mensagens diariamente, almoçavam juntos e o sentimento dele por ela foi aumentando cada vez mais.

Continua...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Poesía para vos

Esa és para vos, que hace poco tiempo conoció el blog.
Esa és para vos, que me he dado regalos.
Esa és para vos, que yá no puedo dejar de pensar.
Esa és para vos, que aunque tenga 6 años menos que yo, me hace feliz igual.
Esa és para vos, que me dá fuerza.
Esa és para vos, que mismo lejos, sabe me hacer sonreir.

Que bueno que fueran eses 3 meses.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Sonho de jogar, 10.

Era o seu grande sonho desde criança, mas nunca tinha conseguido realizá-lo. Até aquele dia.
Fez vários testes em vários clubes de sua cidade, inclusive nos 2 de reconhecimento nacional, porém nunca tinha sido chamado. Já tinha até desistido e agora só jogava brincando com seus colegas de escola. E ele não era chamado, não porque jogava mal, e sim porque nos testes ele ficava muito nervoso e não conseguia desenvolver aquele futebol que sempre alegrava todas as crianças da escola. Parecia que nos testes a magia sumia. Ele tinha uma namoradinha, chamada Lívia, que não dava muita força para ele, dizia para ele não seguir esse sonho, que seria só mais sofrimento.

Há umas semanas atrás, houve um campeonato na escola, onde dizia-se que teriam olheiros de várias equipes da sua cidade. Ele foi muito bem no campeonato pois, embora nervoso, ele jogou em casa e com toda torcida conhecida, e então foi chamado para outro teste, em um clube conhecido. Sua namorada não deu a mínima para esse convite, disse para ele não ir, que ia ficar muito nervoso e que não iria passar. Ele ficou muito triste com ela e não falou mais desde então, se encontraram numa festa e nem se falaram, mas tinha uma amiga dela que não parava de olhar para ele.

No dia do teste, acordou cedo, tomou um banho, rezou e foi para o estádio. Não seria um teste como os outros que ele tinha feito, seria um jogo oficial do time, em que ele entraria e os diretores analisariam seu desempenho. Acabou o primeiro tempo, 0x0. Nos últimos 30 minutos ele foi escalado, entrou nervoso. Não conhecia o campo, muito menos a torcida. Foi então que depois de errar um gol bizonhamente, ele olhou para a arquibancada e viu Lívia e sua amiga. E então aconteceu uma transformação nele, correu muito, marcou muito e em três lances, fez três gols. A torcida estava incrédula, os diretores técnicos também. Acabou o jogo e ele foi muito festejado, tanto pelos jogadores quanto por seus pais que estavam no camarote assistindo.

Ficou uns 20 minutos dando entrevista para uma emissora local, quando avistou Lívia. Foi até ela e perguntou o que ela tinha a dizer.

-O que você veio fazer aqui?
-Vim te ver, ora. Você jogou muito bem hoje, parabéns.
-Obrigado. Qual que é o problema da tua amiga comigo hein?
-Ah, ela sempre gostou de ti e então agora que a gente estava brigado, ela achou que tinha alguma chance.
-Eu não gosto dela, eu gostava de ti. Muito. Mas depois daquele dia, eu fiquei pensando...
-Eu vim aqui pra te ver, pra te pedir desculpa. Me dá um beijo?
-Sabe porque eu joguei bem hoje? Porque eu te vi na arquibancada.
-Ai que lindo! Eu sabia que poderia te ajudar hoje.
-É verdade. Você me ajudou. Mas eu não joguei bem pra te impressionar, eu joguei bem pra te mostrar que eu sou capaz de vencer na vida e arranjar alguém muito melhor que você.